Educação compensatória e sua relação com a identidade cultural dos alunos

Durante muito tempo a escola valorizou o sucesso individual levando o aluno a se identificar com os mais capazes, mais fortes, mais bem sucedidos. Essa prática legitimou a divisão entre as pessoas, prejudicando a construção da identidade daqueles que não traziam em sua bagagem de vida, fora da escola, os instrumentos adequados para enfrentar a vida escolar.

Sem reconhecer as diferenças étnicas, culturais e sociais, a escola procurou compensar as pseudo carências dos alunos fornecendo-lhes uma educação compensatória.

Procurava-se compensar as pretensas carências afetivas, familiares, nutricionais, linguísticas dos alunos. A escola, simplesmente, sem se dar conta da existência das diferenças, procurava meios de homogeneizar a todos.

Hoje a escola que repensa o seu papel é uma escola de inclusão e não de exclusão. Nela cabem diversos modos de pensar, sentir e agir. Na escola democrática devem conviver de forma harmônica brancos, negros, meninos, meninas, pobres, ricos, deficientes ou não, respeitando-se seus modos de ser.

Se antes a escola não aceitava a bagagem dos alunos, hoje, repensa-se a questão da diferença. Não há mais lugar para a compensação. O que é preciso é reconhecer a diversidade lingüística, cultural e saber lidar com ela. Aprender a lidar com a diferença é saber fazer educação.


Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Secretaria Municipal de Educação
Empresa Municipal de Multimeios Ltda. - MULTIRIO