Linguagens não-verbais

Segundo Gomes & Alvarenga (1996) nas linguagens não-verbais há um conhecimento escondido: o conhecimento de nós mesmos. Para os autores cada pessoa é uma totalidade, portanto, as relações pessoais devem ser inteiras; toda pessoa é dotada de sensibilidade, inteligência, capacidade de amar, sonhar e de transformar as coisas e a si mesma. Nas linguagens não-verbais há possibilidades de descoberta de potencialidades. Através delas transforma-se o dado real. A arte interioriza e exterioriza a comunicação das pessoas com o mundo. Para além da alfabetização das letras, a arte (em suas diferentes modalidades) favorece a leitura da realidade e do mundo em que se vive. Através das artes se adquire e se constrói conhecimento.

Para Gomes e Alvarenga, o indivíduo não se expressa em partes; sempre que fala, vê, ouve, toca, cheira, degusta, utiliza todo o seu corpo, os sentidos, a razão, a emoção, a percepção, a instrução, mobilizando-se por inteiro. A alfabetização deveria ser um momento de construção de leitores e escritores capazes de expressar suas idéias e emoções, não só através de letras mas pela utilização de todas as possibilidades de expressão do corpo. Quase sempre quando se fala em alfabetização, pensa-se logo no código lingüístico. Entretanto, faz-se necessário um ponto de vista abrangente, a escola alfabetiza suas crianças em cores, sons, imagens, formas, movimentos e tantas outras linguagens quantas estejam postas em seu mundo. Assim, a criança aprenderia a escrever não apenas com lápis, mas também com pincéis, tintas, argilas, sons, corpo, e por que não, vídeo, TV, computador...Com isso, a criança não perderia momentos significativos no seu processo de construção do conhecimento e a escola realizaria um papel que também é seu: realizaria experiências totalizadoras, através das quais as crianças ampliariam seus referenciais de mundo.


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